SANTOS BALUARTES



O Espírito Santo tem se manifestado ao longo dos séculos através de seus filhos menores: os santos.  Homens e mulheres bobos por Deus. Homens e mulheres considerados loucos para o mundo. Homens e mulheres confundidos pela massa como embriagados. O exemplo de alguns desses homens nos inspira a doarmos nossa vida em favor de Cristo e da Igreja. Nossa comunidade tem quatro santos como baluartes: Bento de Núrsia, São Francisco de Assis, Santa Teresinha do Menino Jesus e o Beato João Paulo II.
Na comunidade, a espiritualidade do “Nada antepor ao amor de Cristo” será fomentada pelo estudo da vida e dos escritos desses sábios de Deus. Através deles buscaremos vivenciar, dentro de nossa vocação, o amor que ardia em seus corações. A seguir, gostaríamos de destacar alguns textos escritos por eles:


São Bento, Abade (séc. VI)

“Nada absolutamente prefiram a Cristo”
Assim como há um zelo mau de amargura, que afasta de Deus e conduz ao inferno, assim também há um zelo bom, que separa dos vícios e conduz a Deus. É este zelo que os monges devem pôr em prática com amor ferventíssimo, isto é, antecipem-se uns aos outros em atenções recíprocas (cf. Rm 12,10).  Tolerem pacientissimamente as suas fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo, o que o é para o outro; ponham em ação castamente a caridade fraterna; temam a Deus com amor; amem o seu abade com sincera e humilde caridade; nada absolutamente prefiram a Cristo; e que ele nos conduza todos juntos para a vida eterna. (LH, vol. III; Próprio dos Santos, Ofício das Leituras, – 11 de julho)

São Francisco de Assis (séc. XIII)

“Devemos ser simples, humildes e puros”
Não nos convém sermos sábios e prudentes segundo a carne, mas temos antes de ser simples, humildes e puros. Jamais desejemos ficar acima dos outros, mas prefiramos ser servos e submissos a toda criatura humana, por causa de Deus. Sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim repousará o Espírito do Senhor e fará neles sua casa e mansão. Serão filhos do Pai celeste, pois fazem suas obras, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo. (LH, vol. IV, Próprio dos Santos, Ofício das Leituras – 4 de outubro)


Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem (séc. XIX)

“No coração da Igreja serei o amor”
Ao considerar o Corpo místico da Igreja, não me encontrara em nenhum dos membros enumerados por São Paulo, mas, ao contrário, desejava ver-me em todos eles. A caridade deu-me o eixo de minha vocação. Compreendi que a Igreja tem um corpo formado por vários membros e neste membro não pode faltar o membro necessário e o mais nobre: entendi que a Igreja tem um coração e este coração está inflamado de amor. Compreendi que os membros da Igreja são impelidos a agir por um único amor,de forma que, extinto este, os apóstolos não mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o seu sangue. Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno.
Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.  (LH, vol. IV; Próprio dos Santos, Ofício das Leituras – 1º de outubro)



Beato João Paulo II


“O amor é exigente”
O verdadeiro amor é exigente. Falharia em minha missão caso não dissesse isso com clareza. Pois foi Jesus – nosso Jesus ele próprio – quem disse: “Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando” (Jo 15,14). O amor exige o esforço e um compromisso pessoal com a vontade de Deus. Isso que dizer disciplina e sacrifício, mas também quer dizer alegria e satisfação humana. (Discurso em Boston, 1º de outubro de 1979)

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